quarta-feira, 3 de novembro de 2010


Estou simplesmente numa de não entrar em pânico. De ''deixar tudo pra lá''. Aborreci-me, fartei-me, cansei de me preocupar demasiado com tudo, de pensar demasiado em tudo. Neste momento, não quero saber. Quero um instante de paz, que é coisa que há muito que não tenho. Paz interior, que é mais que simples paz interior... é um sono descansado, um pensamento limpo, uma leveza e despreocupação, um... bem-estar, talvez. Ainda que nem tudo esteja maravilhosamente bem, deixa andar, agora estou em modo stand by. Posso até estar a arrastar mais os meus problemas, mas precisava disto. Preciso de ir buscar mais força, de carregar as baterias e preparar-me para a batalha. Ajuda-me a fortalecer o meu carácter.
Apercebi-me que me estava a afundar, cada vez mais, e mais. A isolação estava a dar cabo de mim, mas esta tem uma dupla vertente... Da mesma forma que me deita abaixo, como um peso que cai em cima de mim, a isolação também me põe a salvo. Quero libertar, mas ao mesmo tempo não quero quebrar as correntes. Não consigo quebrá-las, e por vezes não quero mesmo. Que não me forcem a fazer o que não consigo! Tento, mas falho. E atrevo-me a dizer que esta isolação está a tornar-se algo confortável. Faz demasiado parte da minha rotina, de tal modo que me estou a aconchegar, digamos assim, nela. Apercebi-me também, que já não me magoa o facto de não quereres saber de mim, e apercebi-me porque quando quiseste já não foi para mim um espanto, um entusiasmo, foi mais um... ''não quero saber'', ''tou-me a lixar''. Completamente. Já não quero que queiras saber de mim. O que havia de bom já deixas-te levar. A situação tornou-se tão habitual, que perdeu de todo a relevância que tinha na minha vida. Para ser sincera, já expulsei tudo o que havia a expulsar hoje. Mais vale só do que mal acompanhada.

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